Capítulo XVII - progressos culturais em Roma na época das grandes conquistas

A INFLUÊNCIA GREGA.

 

A influência cultural grega cresce a partir da época da guerra contra Pirro, tornando-se ainda mais intensa aquando das guerras púnicas. Eram então comuns as relações com os gregos da Itália meridional, da Sicília e da própria Grécia.

Chegam à Itália os tesouros de arte saqueados em Siracusa, Corinto e em muitas outras cidades de cultura grega. Em 167 Emílio Paulo trouxe para Roma a esplêndida biblioteca do rei Perseu. Em Itália há agora muitos gregos, escravos, reféns, representantes diplomáticos, etc.

Os actores e tradutores de obras gregas dão a conhecer aos romanos o seu teatro. Os pedagogos, os médicos e outros representantes das “profissões liberais” eram quase todos gregos, e os seus eruditos, como Políbio, por exemplo, exerceram uma enorme influência sobre a nobreza romana.

Assim, desde os inícios do século III, desenvolve-se o processo de helenização dos costumes e da cultura romana.

O conhecimento da língua grega estava muito difundido entre a nobreza. Em 282 Cineas, o embaixador de Pirro, dirigia-se ao senado sem tradutor. Fábio Pictor e Cíncio Alimento escreveram as suas obras em grego. O próprio Catão, com uma profunda aversão aos seus contemporâneos gregos, estudara Tucídides e Demóstenes.

Do grupo dos Cipiões, Cipião o Africano, o seu irmão Lúcio, o seu amigo Lélio o Velho, Flamínio, Fúlvio Nobilior, Emílio Paulo, Cipião Emiliano, Lélio o Jovem e muitos outros eram apaixonados admiradores da cultura grega.

Aulo Postúmio Albino, um dos membros da comissão de dez membros encarregada de reorganizar a Grécia em província, ainda escreverá uma história de Roma em grego.

Com frequência se caía no caricato da grecomania. A título de exemplo, tendo-se decidido erguer no Capitólio uma estátua em honra de Lúcio Cornélio Cipião, comemorando a sua vitória sobre Antíoco, o homenageado quis ser representado em vestes gregas.

 

A influência grega foi muito para além dos círculos da nobreza. Nos séculos III e II os cultos gregos e orientais espalham-se pela Itália. Em 212, por decisão do senado, introduzem-se em Roma os jogos em honra de Apolo (ludi Appolinares), para que o deus protegesse Roma na guerra contra Aníbal. Sete anos mais tarde, trazem da Ásia Menor o fetiche de Cíbele, “a grande mãe dos deuses”, na forma de uma simples pedra. É-lhe erguido um templo no Palatino e instituem-se jogos em sua honra, as Megalésias (ludi Megalenses). Foi o primeiro culto oriental a ser oficialmente reconhecido.

O senado tentou reprimir alguns desses cultos estrangeiros. Em 186 cerca de 7.000 pessoas são condenadas, muitas delas à morte, por haverem participado em bacanais (culto de Dionísio). Alguns anos mais tarde serão 3.000 os sentenciados.

 

POESIA E TEATRO.

 

LÍVIO ANDRÓNICO.

 

É considerado o primeiro poeta romano (284 – 204). Grego de Tarento, fora capturado pelos romanos e reduzido à escravidão. O amo, Marco Lívio, libertou-o, tendo-lhe dado o nome da estirpe dos Lívios.

Andrónico ensinava grego e latim aos filhos de Lívio e de outros “notáveis”, sendo também actor e escritor. Quase não existiam, então, textos literários em latim, o que dificultava o ensino da língua. Para ter um texto na base do qual pudesse ensinar, Andrónico traduz a Odisseia em versos saturninos. Apesar do seu fraco valor literário, a obra seria ainda o principal texto escolar no tempo de Augusto.

Às divindades gregas, Andrónico designou-as com nomes latinos: Zeus é Júpiter; Hermes, Mercúrio; Cronos, Saturno, etc., etc. Isto prova que no século III já se havia dado a equiparação entre as divindades itálicas e as representações mitológicas gregas.

Em 240 os edis decidem organizar uma representação teatral “clássica”, por ocasião dos ludi Romani, e Andrónico é designado para preparar uma tragédia e uma comédia.

Dos trágicos traduziu e copiou principalmente Eurípedes. Entre os autores de comédias, os representantes da nova escola ática (Menandro, etc.).

As suas obras dramáticas são de má qualidade. Porém, são méritos seus ter dado a conhecer aos romanos o teatro grego e ter-lhe adaptado a métrica ao latim.

Também foi poeta lírico. Em 207 o Estado encarregou-o de compor um hino em honra de Juno, que depois era cantado por um coro de meninas nas procissões religiosas da deusa. O hino seria tão mau que o próprio Lívio, nas suas obras, achou por bem “esquecê-lo”.

 

A actividade de Andrónico prestigiou entre os romanos a profissões de escritor e actor, reconhecidas oficialmente com a instituição do respectivo colégio. Foi-lhe até destinado um local para as orações no templo de Minerva, sobre o Aventino.

Contudo, por muito tempo, os escritores e actores profissionais serão ainda desprezados e considerados como uma espécie de saltimbancos.

 

NÉVIO.

 

A partir das bases que Andrónico formou começa a desenvolver-se a literatura romana original. Um dos seus representantes mais ilustres foi Gneu Névio (ap. 270 – 200). Tal como Andrónico, escreveu adaptações das tragédias e comédias gregas, mas vai mais longe, tendo sido o criador do drama histórico romano, chamado de fabula praetexta ou simplesmente praetexta (dado que os actores usavam nas representações a toga praetexta).

Conhecemos os títulos de dois dos seus dramas históricos: “Rómulo” e “Clastídio”.

No campo da comédia, Névio inicia o costume de fundir duas comédias gregas numa única, de ambiente romano (chamou-se a este processo “contaminação”). As suas comédias, se bem que mantivessem uma forma grega, possuem muitos traços tipicamente romanos. O uso da malícia é um deles. Névio também expressou nelas as suas ideias democráticas. Pelos fragmentos que nos restam verifica-se que usou um latim claro e simples na sua escrita.

 

ÉNIO.

 

A produção de Quinto Énio (239 – 169) foi muito diversificada. Na sua Calábria natal era muito forte a influência cultural grega, o que se reflecte nas suas obras, que denotam um muito maior uso dos temas helénicos quando comparadas com as de Névio.

Ennius relacionou-se com o grupo dos Cipiões, nomeadamente com Públio Cornélio, Tito Flamínio e Fúlvio Nobilior.

Já vimos que introduziu na métrica romana o hexâmetro grego, abrindo assim à poesia romana horizontes mais vastos.

Tal como os seus predecessores, também ele adaptou comédias gregas. E as suas tragédias são sobretudo imitações de Eurípedes.

Seguindo o exemplo de Névio, escreve praetextae: “As Sabinas”, “Ambrácia” (`Énio testemunhou o sítio da cidade, integrando então o séquito de Nobilior).

 

Infelizmente este género nacional não vingou em Roma. Depressa caiu em desuso, afastado pelo teatro helénico de tema poético e forma artística mais elaborada (Também Marco Pacúvio, contemporâneo de Énio, e Lúcio Ácio escreveram praetextae, mas foram sobretudo adaptadores de tragédias gregas).

 

Não se limitando ao teatro, Énio dedicou-se ainda às sátiras (também Névio as escreveu). Não se tratava já da antiga sátira popular, que não teve ulterior evolução literária. O nome de satura (em sentido literal = prato gastronómico de várias frutas ou legumes; em sentido figurado = mescla) designava agora um novo género, uma composição de trabalhos poéticos de diversa índole: fábulas, lendas, epigramas, obras burlescas, textos filosóficos, etc.

Nas sátiras de Énio encontramos textos como a “Disputa entre a vida e a morte”; breves poemas em honra de Cipião; os pequenos poemas filosóficos “Epicarmo” e “Evémero”...e até um poema de temática gastronómica.

Nas suas composições filosóficas podemos ver um embrião da filosofia romana. Énio expôs a doutrina materialista da natureza atribuída ao siciliano Epicharmus (inícios do século V) e o ponto de vista epicureu quanto aos deuses (estes não interferem nos assuntos humanos). Defendeu a perspectiva racionalista do também siciliano Evhemerus (viveu por volta de 300): a de que os deuses não foram senão personagens eminentes, mais tarde divinizadas. A crítica à religião também está presente nos seus dramas.

Énio foi, pois, o primeiro representante da incredulidade religiosa e do racionalismo filosófico na literatura romana.

 

PLAUTO.

 

Com ele a comédia romana ganha definitivamente autonomia em relação aos demais géneros literários.

 

Tito Mácio Plauto (ap. 254 – 184) era natural da Úmbria. Actor de profissão, foi extraordinariamente fecundo como escritor de peças de teatro. A tradição atribui-lhe cento e trinta obras, porém, muitas delas não lhe pertencem. Até nós só chegaram, completas, vinte das suas comédias: “O guerreiro fanfarrão”, “Os gémeos”, “Aululária”, “Os prisioneiros”, “Anfitrião”, “O rústico”, “Poenulus (o jovem púnico)”, “A marmita”, “Stichus”, etc.

Também ele tratou de adaptar a nova comédia ática. Mas enquanto os seus predecessores se ativeram estritamente aos modelos helénicos, Maccius Plautus usou os ambientes de vida romanos, estereotipando personagens habituais da comédia grega: o hábil ladrão, a bela cortesã, o parasita ardiloso, o cozinheiro loquaz, etc.

Enriqueceu consideravelmente a métrica da comédia ática com a introdução de novos versos. A linguagem que usa é muito rica; Plauto escreveu no latim próprio à classe culta, mas usa frequentes elementos do falar popular, com a sua argúcia rústica, a sua linguagem figurada, os seus insultos. E, como actor que era, dominava na perfeição a arte cénica e o modo de obter efeitos dramáticos. O seu prodigioso humor, o pitoresco idioma, a sua grande capacidade inventiva, fizeram dele um dos mais autores teatrais da antiguidade.

Plauto exerceu uma grande influência na evolução da comédia na idade moderna.

 

TERÊNCIO.

 

Públio Terêncio Afro (ap. 195 – 159) nasceu em África. Ainda rapaz, é levado para Roma, como escravo, tendo sido educado na cultura grega. É depois alforriado pelo amo.

Só nos restam seis das suas obras: “Andria”, “O eunuco”, “A sogra”, “Os irmãos”, “Formião” e “O verdugo de si mesmo”.

O seu processo de criação foi o dos seus antecessores: adaptação da comédia grega pelo método da “contaminação”. O seu modelo grego foi Menandro. Porém, a nível da composição, do idioma e das características psicológicas das personagens, Terêncio faz grandes avanços.

A difusão da moda grega ia distanciando da obra de Plauto, onde abundavam os traços de cariz popular, a parte culta da sociedade romana.

Em Terêncio quase não se encontra a “cor local”, os nomes romanos ou sequer alusões a Roma. O seu idioma é muito mais elegante e contido. Os seus prólogos podem ser considerados entre os exemplos mais antigos da arte oratória romana. Em épocas muito posteriores, os oradores romanos ainda estudarão cuidadosamente as obras de Terêncio.

Os caracteres das personagens são mais cinzelados, mais complexos e profundos. Descreve-as frequentemente em processo dinâmico, mostrando-as em todos os seus matizes psicológicos. A sua moral pouco se eleva sobre as regras comuns da decência e da conveniência, no entanto, comparada com a absoluta amoralidade de Plauto, representa já um passo em frente.

A influência de Terêncio sobre o desenvolvimento do teatro europeu da idade moderna foi consideravelmente maior que a de Plauto.

 

A PROSA.

 

CATÃO.

 

Ápio Cláudio e, sobretudo, Catão foram os fundadores da prosa literária latina.

Na sua longa carreira política, Marcus Porcius Cato pronunciou uma inumerável quantidade de discursos. Já no final da vida, recompilou os mais importantes, reelaborando-os literariamente, e publicou-os. Seriam não menos de cento e cinquenta. Chegaram-nos fragmentos de cerca de oitenta (pequenos fragmentos na maior parte).

Apesar de algum arcaísmo, o seu discurso caracteriza-se pela expressividade, agudeza e imaginação. Socorre-se de exemplos tomados à realidade, de ajustadas comparações, de provérbios e ditos populares.

 

Foi um pai de família exemplar, na velha tradição romana. Ele próprio se encarregou da educação do seu filho, Marco, escrevendo para isso uma série de manuais sobre diversas matérias, as consideradas necessárias à boa formação de um jovem romano. Provavelmente, tratariam de noções de agricultura, medicina, eloquência, arte militar e direito. Por alguns fragmentos que se conservaram, sabemos que estavam redigidos em forma dogmática, sem quaisquer demonstrações ou explicações.

 

Catão (além da obra como historiador) escreveu ainda sobre arte militar e o “Da agricultura”, a única obra que dele se conservou.

O seu conteúdo vai muito para além da economia agrícola. Catão fala também da vida doméstica, incluindo na obra até regras para a preparação dos alimentos e receitas medicinais. A exposição é um pouco desordenada, o que em parte se explica pelos acrescentos e variantes introduzidos em épocas posteriores; mas a falta de estruturação é também devida ao próprio Catão e ao carácter do seu livro: um manual de conselhos e de regras de economia, e não uma obra de exposição sistemática de noções agronómicas.

A obra é de grande valor histórico, pois condensa não apenas a experiência do próprio Catão, um cuidadoso administrador, mas também as práticas seculares da agricultura da Itália central.

 

ARTES FIGURATIVAS E ARQUITECTURA.

 

Na escultura e na pintura continuaram a reforçar-se as influências helénicas, mas gerando um artesanato de cópia. O enorme volume de obras trazidas da Grécia apenas promoveu a mania do coleccionismo, em nada tendo contribuído para o aparecimento de uma arte original romana.

 

Na arquitectura, além da já mencionada evolução nas habitações particulares, há a referir as grandes obras públicas.

As chamadas basilicae, destinadas aos tribunais e aos assuntos comerciais e financeiros: edifícios fechados, com colunatas a dividirem-nos em distintos sectores. São imitações de edifícios helénicos, de funções análogas.

A primeira basílica foi construída em 184, no forum, ao lado do edifício do senado, por iniciativa de Catão (Basílica Pórcia).

Junto ao Tibre, no sopé do Aventino, é construído em 183 um porto fluvial, a que foi dada a designação grega de Emporium.

Por volta do ano de 170 surgem os mercados em edifícios de pedra, a substituírem os antigos, de pequenas barracas em madeira.

Na cidade erguem-se colunatas e arcos, ornamentados por estátuas douradas de tipo grego. As principais artérias são pavimentadas com pedra basáltica. Constroem-se fontes em pedra.

Novos templos são erguidos, com o novo estilo helénico a desalojar o antigo estilo etrusco.

 

VIDA E COSTUMES.

 

As casas das classes ricas são agora mobiladas com um luxo até então desconhecido. São comuns os objectos de arte grega importados da Sicília e da península balcânica: livros, vasilha de prata, móveis com incrustações em bronze, tapetes, etc.

Já não é a matrona, com a ajuda das suas escravas, a preparar as refeições da família. Um cozinheiro profissional substituiu-a. A ementa tornou-se bem mais variada e apurada.

A arte culinária diferencia-se no fabrico do pão, dos doces, etc. Por volta de 171 surgem as padarias.

Os vinhos gregos e o pescado do Ponto importados são consumidos em grande quantidade. Énio, no seu poema gastronómico (imitando um poeta grego), menciona as regiões donde se importavam as melhores qualidades de pescado.

As orgias com imoderado consumo de vinho puro (anteriormente, gregos e romanos tinham o costume de beber o vinho misturado com água), acompanhadas por jogos e danças, com funâmbulos e bailarinas gregas, tornaram-se comuns.

 

Aumentara o número e a duração das festas, tal como os tipos de diversão popular.

Às antigas competições de corrida e à corrida de carros juntam-se agora, nos jogos, os atletas gregos.

Os espectáculos teatrais de tipo helénico, como já vimos, ganharam a adesão do público. No entanto os romanos preferiam-lhes as diversões violentas: pugilato, combates de feras, etc.

É por época que surgem os espectáculos sanguinários: os jogos de gladiadores e os combates com feras. Em 264 os irmãos Bruto haviam organizado pela primeira vez, no funeral do pai, um combate entre três parelhas de gladiadores. Em 216 sabe-se de combates com vinte e dois pares; em 200,com vinte e cinco; em 183, com sessenta pares; o seu número nunca parou de aumentar. O primeiro grande espectáculo de combate com feras ocorreu em 186, com bestas africanas importadas.

 

Havendo a base da família patriarcal sido minada pelas mudanças sociais, assiste-se ao início da emancipação das mulheres. As matronas romanas tratam de conquistar o direito a disporem livremente dos seus bens e, como a lei o não permitia, recorrem a subterfúgios diversos para se verem livres da tutela dos parentes (matrimónios fictícios, por exemplo).

Em 169, para contrariar a concentração de propriedade em mãos femininas, o governo proíbe que as mulheres sejam designadas como herdeiras nos testamentos.

 

Enfraquece a autoridade do pater familias, diminui o número de matrimónios e aumenta o de divórcios. Assiste-se à decadência geral dos velhos costumes no seio da alta sociedade e na população citadina.

Porém, antes que se conseguissem impor, os novos hábitos tiveram de travar uma encarniçada luta com os representantes do mos majorum.

Marco Pórcio Catão foi um dos que combateram as novas correntes. Um dos melhores administradores ítalos da primeira metade do século II, proprietário modelo, esclavagista implacável, hábil empresário e comerciante, Catão exigia da mulher que ela própria amamentasse os seus filhos; ocupou-se pessoalmente da educação do primogénito, se bem que possuísse um preceptor escravo, acompanhando-o na leitura e na escrita, nos estudos jurídicos, na ginástica, esgrima, equitação, etc; comportava-se diante dos filhos de modo especialmente rígido.

Catão não permitia qualquer gasto em luxos, não comprava escravos caros nem roupas finas. Em sua casa não havia tapetes e as paredes não eram estucadas. As refeições eram simples, sem pretensões. Só quando havia que acolher a algum hóspede se permitia certa abundância.

Os seus escravos eram obrigados a manter uma severa disciplina. A nenhum era permitido sair da residência sem autorização do amo. O próprio Catão determinava os períodos de trabalho e de descanso de cada escravo. Castigava pelas suas próprias mãos as pequenas faltas dos seus escravos. Se a falta era grave, julgava o escravo na presença de todos os outros e, no caso de o condenar à morte, fazia-o executar diante dos restantes. Se um escravo efectuava uma transacção comercial sem o seu consentimento, o castigo era a forca. Aos escravos enfermos ou envelhecidos, vendia-os, para não ter de os alimentar.

 

Em 184, como censor, aterrorizou a alta sociedade com as suas impiedosas medidas contra o luxo e a dissolução dos antigos costumes: excluiu do senado um grande número de pessoas; estabeleceu taxas enormes sobre os objectos de luxo (vestimentas, liteiras, adornos femininos, mobílias); mandou destruir as condutas que levavam água do aqueduto público às casas e jardins particulares, demolir construções privadas erguidas em terra estadual, etc.

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